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tucanoanapolsoc


Sábado, 25.02.17

Portugal actual aos olhos de um pessimista

Um dia acordamos e a realidade ultrapassa a ficçao, só para recordar:

- transferencias que não são controladas

- nomeações para gestores publicos com expeções

- massa falida composta de emprestimos entre familiares 

As comissões de inquerito no velho parlamento para justificar trabalhos inconclusivos.

Uma revolução feita para destituir um ditadura,  e apos largos anos da pratica de democracia os velhos valores mantiveram-se vivos e actualizados: lugares para os familiares, concursos publicos com entrevistas para melhor escolher, o favor, o silencio pago.

 

A continuar a pratica  deste tipo de politica esta sociedade vai continuar a definhar, com um crescimento minimo, endividado até mais não, relegado para as catacumbas da politica europeia e mundial e resta-nos sermos os tipos simpaticos e de boa mesa , com um sol brilhante para convidar os outros a virem passear, dar valor ao povo que abriu o mundo e viverem a preços de saldo e com condições que os lusitanos nem no proximo seculo podem aspirar.

O sentimento de impotencia para alterarmos isto resulta num espertimos tipico dos lusos de tentarmos entra neste no jogo, ou então tomamos a alienação como fundamento, nada que uma ida a Fatima, ao estadio de futebol a praia ou a serra, não cure.

No entanto as gerações mais novas partem e adiam o regresso e não tarda ficam,  e lá vai a minha geração atras dos filhos para outro país. Descobrimos que há mais vida para lá daquilo que os media nos impigem e por lá ficaremos, ou vamos e vimos consonate os ciclos do Borda d´Agua.

Isto é Portugal?

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por tucanoanapolsoc às 21:33

Sexta-feira, 11.09.15

Eleições

O regresso a promessa, o regresso a ilusão, o regresso a imagem.

Novamente em campanha eleitoral, no mundo perfeito da fantasia de aqueles que prometem que vão fazer, alterar, colocar este pais na rota dos países desenvolvidos e dos salvadores do capital mas é agora que se lembram que Portugal é o tal país.

E nos vamos mais uma vez fazer de crentes, votando no sistema e acender a vela ao santo milagreiro para os que nos governam sejam os verdadeiros pregadores.

Somos dos poucos que estando em eleições não somos capazes de apresentar uma alternativa ou nada de novo, para lá do vazio continuamos em negação da realidade.

O mundo muda, as ideologias modificam-se a politica renova-se mas neste momento aqui nada acontece, vota na tirania da troika, defende o deus dinheiro, nega os teus direitos em função de algo desconhecido, vive no medo, teme teres ou expressar a mesma, realiza a metamorfose de seres o "ser anónimo".

Aproveita para com a única arma silenciosa, anónima e secreta para lançares a confusão e prepara-te para de seguida ires a luta, pois é altura de gritares a tua voz para defenderes o teu bem estar a tua felicidade, os teus pais e os teus filhos. 

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por tucanoanapolsoc às 23:36

Terça-feira, 17.02.15

Uma Europa diferente

O momento é o correcto para se iniciar uma politica diferente para esta Europa, que na ultima década tem sido construída em função de uma politica hegemónica e redutora de pequenos países.

Baseado num sistema politico pragmático e defensor do principio de que a finança se sobrepõem ao social e que deve defender os países ricos, que não estão preocupados com o cidadão nem com o modelo social europeu, único no mundo e solidário com aqueles que estão mais desamparados.

Não se quebra este ciclo por si ou por alteração do sistema que se alimenta a ele mesmo, criando as condições para se manter e colocando os pensadores da continuidade na chefia do próprio sistema.

A questão não é de esquerda ou de direita, não é uma questão ideológica tornou-se uma questão filosófica ou social.

A Grécia país pai da democracia actual e da cultura ocidental pode dar inicio a esta nova revolução, não por Syriza, mas por estar a colocar questões que pareciam estar esquecidas, por estar a colocar a decisão de gerir o seu pais com as suas regras, da independência relativamente as instituições europeias, de exigir o respeito destas instituições, de fugir a armadilha da dependência financeira. 

A Espanha pode ser o seguinte a reforçar as novas regras pois conseguiu fugir a armadilha anterior, no entanto insatisfeita, vê surgir o crescimento de um partido popular, com um discurso de contra e pode abanar seriamente esta união europeia, devido a sua dimensão.

A Irlanda e a Itália assistem sem se pronunciarem no entanto podem na hora de forçar aparecem a exigir e a ajudar os outros países.

Portugal irá a eleições, aguarda-se para ver o que vão alterar para já assume a postura do costume a do bom aluno matreiro.

A Inglaterra discute um referendo para sair da CE e a França espera a oportunidade de reaparecer como potencia mundial.

Alguns países vão-se manifestando sem levantarem grande ruído mas com insatisfação, caso da Áustria e Hungria.

O erro Merkel foi subestimar a capacidade social de reacção dos países europeus e pensar que aparecendo como o músculo e o modelo, poderia impor a sua vontade a chefiar uma Europa sem assumir consequências.

Um novo ciclo se inicia? Talvez se houver vontade politica e se a sociedade continuar a eleger para seus representantes os novos fundamentalistas.

Repensar a Europa é absolutamente necessário, senão a guerra não será só na Ucrânia e todo o modelo construído irá ruir como um baralho de cartas e voltaremos a idade média.

 

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por tucanoanapolsoc às 21:23

Domingo, 05.10.14

O momento actual - o mundo

A década actual exige um conjunto de atitudes, comportamentos e uma forma de agir diferente,  com princípios, fundamentos e premissas que permitam a garantia de futuro as gerações seguintes, manter as gerações anteriores hás condições e benefícios que criaram e para as gerações actuais as condições de segurança e os fundamentos de felicidade, realização pessoal e colectiva.

No entanto o que se vive é a destruição dos recursos naturais com constantes alterações alterações climáticas e geográficas o que não permite a devida sustentabilidade para as gerações vindouras, um mundo de constante conflito, a manutenção de um atraso crónico em países detentores de recursos, o surgir de surtos epidémicos, a pobreza como um destino o aparecimento de surtos migratórios ( migração entre países desenvolvidos  de mão de obra qualificada e migrações de mão de obra não qualificada de países subdesenvolvidos para países em vias de desenvolvimento).

A via da destruição das condições das gerações anteriores pela forma económica como a subtracção da riqueza por aumento de impostos, a criação de relações de subsistência em função das benesses do estado social (acesso a saúde como um privilegio para aqueles que criaram e sustentaram economicamente este sistema), na forma social criando uma imagem de uma geração socialmente privilegiada e despreocupada com o futuro, uma geração que podia trabalhar mas que optou pelo ócio.

Para as gerações actuais a insegurança económica, financeira, social e pessoal torna-se uma constante: em empregos temporários ou mal remunerados, financeiramente dependentes do credito que lhe é oferecido como o meio de atingir uma estatuto social ou do mito que tudo pode adquirir, social na medida em que ao propor a realização pessoal a colectiva destitui o ser da sua componente agregaria ou criando a identificação a alguns grupos no qual não entram ou são admitidos mas que convêm que estejam identificados como tal, pessoal pela pressão para cada um ser diferente mas seguidores das modas o que faz com que acabem normalizados ou seja todos iguais a valorização do ele como herói ou modelo a seguir em vez do "nos".

Poderá ser isto uma conspiração?

Não partilho esta opinião, isto surge de um materialismo desenvolvido por um longos períodos de socialismo/marxismo/comunismo, por uma educação que nega valores morais e que defende que as minorias se sobrepõem as maiorias. Um monetarismo, uma desregulamentação e fiscalização a posterior dos mercados que tem como alvo a criação de fortunas baseadas no acumular de dinheiro e não na riqueza económica. Uma sociedade de moda, com o controlo dos mass media, de estereotipariam os  comportamentos, do politicamente correcto, da velocidade de informação e não da sua importância, dos valores como status, imagem e da capacidade de adquirir.

A sociedade precisa de filosofia, de religião, de valores, de informação fermento e não pronta a comer e de educação em que se desenvolva a autocrítica e a critica como meio para atingir de facto a sustentabilidade futura, o respeito pela gerações anteriores e a geração actual não seja a peça da engrenagem mas sim o combustível que a faz mover.

 

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por tucanoanapolsoc às 22:46

Domingo, 21.07.13

Classes do sec xxi

Em décadas de evolução o ser humano no sec. XXI atinge níveis de desenvolvimento cientifico e tecnológico que no inicio do século anterior seriam ficção cientifica. Terá esta evolução sido acompanhada de um desenvolvimento social e de pensamento?

A resposta apresenta-se complexa pois irá variar consoante o grau de desenvolvimento, a cultura e o local, no entanto apresenta-se a divisão do ser humano em três seres universais e extensíveis a todo o planeta. A graduação aparece de forma natural e aplica-se no nível racional e social permitindo enquadrar a dispersão do ser humano num padrão que se quer consistente, coerente para constituír a base de uma reflexão sobre a sociedade que estamos a criar nesta década, qual a sua missão e como o individuo atinge a sua máxima realização psicossocial.

- O ser anónimo - sendo a maioria é por norma um ser egoísta pois a preocupação é atingir os seus fins, normalmente atinge um zona de conforto pessoal e pratica a alienação consciente da intervenção na sociedade, limita-se a comentar e criticar. Tem uma preocupação de estatuto que lhe permita usufruir de privilégios que servem para lhe garantir o conforto. Um ser trabalhador que mantêm o estado, a economia e a sociedade em funcionamento e fruto desta disponibilidade é explorado pelo capital que lhe cobra o sonho de felicidade através dos bens materiais ou então na baixa remuneração que lhe atribuem ao seu trabalho justificando esta com a solidariedade.

Anónimo, porque não é possível identificar e porque raramente se revela.

- O ser politico - uma oligarquia extensível a todo o planeta constituída por um reduzido conjunto de pessoas que têm um poder de decisão e nesta década tem sido reduzido e condicionado pelo ser capital. Normalmente apresentam-se como os escolhidos, formam uma elite que se perpetua de forma dinástica ou em processos de escolha, chamados eleições mas manipulando os seres anónimos através de mensagens sofisticadas. Para manter o seu elitismo permitem a espaços a entrada de um ser diferente mas sendo predominante a ascensão do ser capital que para aceder a decisão necessita desta participação politica sendo na maior parte destas vezes curta e rápida.

Politico pelo poder de decisão tem sido o pilar da sociedade actual na sua formatação e forma, normalmente com uma relação de proximidade ao ser capital e com uma função de controlo sobre o ser anónimo é gregário e apresenta nesta década sinais de decadência.

- O ser capital - minoria, secreto, invisível. Surge neste principio de século como a principal fonte poder e condicionador de comportamento. Este ser conseguiu incutir uma cultura de adoração do dinheiro e consequentemente como detentor deste dinheiro consegue condicionar o poder do ser politico que por seu intermédio consegue condicionar o ser anónimo.

Aplica técnicas ultra desenvolvidas de controlo de personalidade, controlo de massas através de marketing e publicidade, controla o sistema financeiro mundial movimentando o capital no mundo global com a facilidade dos meios informáticos e a cumplicidade do ser politico. Formam clubes fechados baseados em sigilos rigorosos e não tem um rosto visível pois os próprios rostos resguardam-se no anonimato ou em personagens escolhidas para vincularem as ideias ou as normas que vão reger a sociedade.

 

Outros seres podem ser catalogados, como o ser religioso. Este hoje não tem a importancia que teve durante o passado e vem-se enquadrando nos outros seres.

Esta forma de estruturação da sociedade tem vindo a alargar o fosso entre os chamados ricos e os pobres, entre as sociedades desenvolvidas e as outras, entre as pessoas e tem vindo a gerir desequilíbrios que fragilizam as sociedades remetendo as instituições reguladoras ou fiscalizadoras para meros instrumentos de serviço ou para imagens de realidade virtual.

Urge inciar a discussão sobre o destino da sociedade e das pessoas nesta decada ou então esperarmos o renascer da idade media e dos senhores feudais.

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por tucanoanapolsoc às 16:46

Domingo, 03.03.13

Potugal

Portugal como todos os países esta formatado em décadas de historia, mas também esta formatado numa ditadura longa e mesquinha e numa revolução sem rumo ou destino.

Quando uma crise se apresenta a melhor solução para resolver a mesma ou alterar o seu rumo é modificar a maneira de pensar, no entanto estas mudanças levam imenso tempo a fazer, então o melhor é irmos modificando o pensamento de forma a evitar a crise.

Portugal esta mergulhado numa crise económica profunda sem capacidade de a resolver de forma rápida e eficaz, no entanto a crise maior é a Mentalidade e esta é profunda, sem resolução a vista e sem capacidade politica e social para alterar o uso, o costume e a cultura de forma responder com rapidez ao desenvolvimento económico-social de um pais que pretender integrar os melhores do mundo.

Um pais formatado no desenrascanço, no apadrinhamento, no favorzinho, na inveja no estatuto do coitadinho esta condenado a viver na mediocridade, no atraso, na falta de oportunidades em políticas de curto prazo consoante os ciclos eleitorais, em manter uma grande parte da população com carências económicas, em grandes diferenças sociais, privado de desenvolvimento ou crescimento durantes largos períodos de tempo.

Quando se fez uma revolução para modificar o estado das coisas, muito foi conseguido nos anos que se seguiram como a democratização da educação, o acesso a saúde, uma melhoria das condições de vida de uma grande maioria da população, uma redução da emigração, etc.

No entanto se a materialização se iam concretizando, a cultura mantinha-se agrilhoada a determinados grupos, o saber/saber e o saber/fazer mantinha-se restrito a um grupo de sabedores que numa primeira fase foram expulsos ou desapareceram mas fruto do domínio do saber regressaram ou voltaram a dominar os lugares de decisão. Estes “sábios” continuaram a desenvolver e a refinar a mentalidade claustrofóbica portuguesa, pois ao dominarem o poder e terem o poder de decisão continuaram a colocar os seus interesses em primeiro lugar e os interesses da maioria da sociedade ao seu serviço de forma a atingir a sua riqueza e o domino do poder.

Portugal apresenta um problema profundo que só pode ser superado se as novas gerações alcançarem o poder e com o seu grau de conhecimento e algum despreendimento da riqueza fácil consigam introduzir um conjunto de regras e normas que modifiquem a forma de governar e gerir ao pais, há geração anterior exige-se a criação de condições para a ascensão destas gerações e controlar os ímpetos de exercer o poder de forma autoritária.

Planear, prover os mais capazes, os melhores, perceber a universalidade de acesso aos bens e serviços de todos, os melhores são bons pelo que sabem pelo que ensinam pela riqueza que criam e devem ser apoiados e serem exemplos e permitir que todos tenham as mesmas oportunidades de aprender de desenvolverem-se e de participarem no desenvolvimento da comunidade.

Poderemos aspirar a ser um país desenvolvido e dos melhores do mundo, a sairmos desta crise quando de facto todos começarmos a exigir esta mudança, a votarmos para elegermos os melhores, a exigirmos de que os princípios sejam a nossa forma de modificarmos a sociedade para melhor ou então resta-nos a alternativa de emigramos.

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por tucanoanapolsoc às 17:45


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