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tucanoanapolsoc


Sábado, 25.02.17

Portugal actual aos olhos de um pessimista

Um dia acordamos e a realidade ultrapassa a ficçao, só para recordar:

- transferencias que não são controladas

- nomeações para gestores publicos com expeções

- massa falida composta de emprestimos entre familiares 

As comissões de inquerito no velho parlamento para justificar trabalhos inconclusivos.

Uma revolução feita para destituir um ditadura,  e apos largos anos da pratica de democracia os velhos valores mantiveram-se vivos e actualizados: lugares para os familiares, concursos publicos com entrevistas para melhor escolher, o favor, o silencio pago.

 

A continuar a pratica  deste tipo de politica esta sociedade vai continuar a definhar, com um crescimento minimo, endividado até mais não, relegado para as catacumbas da politica europeia e mundial e resta-nos sermos os tipos simpaticos e de boa mesa , com um sol brilhante para convidar os outros a virem passear, dar valor ao povo que abriu o mundo e viverem a preços de saldo e com condições que os lusitanos nem no proximo seculo podem aspirar.

O sentimento de impotencia para alterarmos isto resulta num espertimos tipico dos lusos de tentarmos entra neste no jogo, ou então tomamos a alienação como fundamento, nada que uma ida a Fatima, ao estadio de futebol a praia ou a serra, não cure.

No entanto as gerações mais novas partem e adiam o regresso e não tarda ficam,  e lá vai a minha geração atras dos filhos para outro país. Descobrimos que há mais vida para lá daquilo que os media nos impigem e por lá ficaremos, ou vamos e vimos consonate os ciclos do Borda d´Agua.

Isto é Portugal?

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por tucanoanapolsoc às 21:33

Terça-feira, 17.02.15

Uma Europa diferente

O momento é o correcto para se iniciar uma politica diferente para esta Europa, que na ultima década tem sido construída em função de uma politica hegemónica e redutora de pequenos países.

Baseado num sistema politico pragmático e defensor do principio de que a finança se sobrepõem ao social e que deve defender os países ricos, que não estão preocupados com o cidadão nem com o modelo social europeu, único no mundo e solidário com aqueles que estão mais desamparados.

Não se quebra este ciclo por si ou por alteração do sistema que se alimenta a ele mesmo, criando as condições para se manter e colocando os pensadores da continuidade na chefia do próprio sistema.

A questão não é de esquerda ou de direita, não é uma questão ideológica tornou-se uma questão filosófica ou social.

A Grécia país pai da democracia actual e da cultura ocidental pode dar inicio a esta nova revolução, não por Syriza, mas por estar a colocar questões que pareciam estar esquecidas, por estar a colocar a decisão de gerir o seu pais com as suas regras, da independência relativamente as instituições europeias, de exigir o respeito destas instituições, de fugir a armadilha da dependência financeira. 

A Espanha pode ser o seguinte a reforçar as novas regras pois conseguiu fugir a armadilha anterior, no entanto insatisfeita, vê surgir o crescimento de um partido popular, com um discurso de contra e pode abanar seriamente esta união europeia, devido a sua dimensão.

A Irlanda e a Itália assistem sem se pronunciarem no entanto podem na hora de forçar aparecem a exigir e a ajudar os outros países.

Portugal irá a eleições, aguarda-se para ver o que vão alterar para já assume a postura do costume a do bom aluno matreiro.

A Inglaterra discute um referendo para sair da CE e a França espera a oportunidade de reaparecer como potencia mundial.

Alguns países vão-se manifestando sem levantarem grande ruído mas com insatisfação, caso da Áustria e Hungria.

O erro Merkel foi subestimar a capacidade social de reacção dos países europeus e pensar que aparecendo como o músculo e o modelo, poderia impor a sua vontade a chefiar uma Europa sem assumir consequências.

Um novo ciclo se inicia? Talvez se houver vontade politica e se a sociedade continuar a eleger para seus representantes os novos fundamentalistas.

Repensar a Europa é absolutamente necessário, senão a guerra não será só na Ucrânia e todo o modelo construído irá ruir como um baralho de cartas e voltaremos a idade média.

 

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por tucanoanapolsoc às 21:23

Domingo, 03.03.13

Potugal

Portugal como todos os países esta formatado em décadas de historia, mas também esta formatado numa ditadura longa e mesquinha e numa revolução sem rumo ou destino.

Quando uma crise se apresenta a melhor solução para resolver a mesma ou alterar o seu rumo é modificar a maneira de pensar, no entanto estas mudanças levam imenso tempo a fazer, então o melhor é irmos modificando o pensamento de forma a evitar a crise.

Portugal esta mergulhado numa crise económica profunda sem capacidade de a resolver de forma rápida e eficaz, no entanto a crise maior é a Mentalidade e esta é profunda, sem resolução a vista e sem capacidade politica e social para alterar o uso, o costume e a cultura de forma responder com rapidez ao desenvolvimento económico-social de um pais que pretender integrar os melhores do mundo.

Um pais formatado no desenrascanço, no apadrinhamento, no favorzinho, na inveja no estatuto do coitadinho esta condenado a viver na mediocridade, no atraso, na falta de oportunidades em políticas de curto prazo consoante os ciclos eleitorais, em manter uma grande parte da população com carências económicas, em grandes diferenças sociais, privado de desenvolvimento ou crescimento durantes largos períodos de tempo.

Quando se fez uma revolução para modificar o estado das coisas, muito foi conseguido nos anos que se seguiram como a democratização da educação, o acesso a saúde, uma melhoria das condições de vida de uma grande maioria da população, uma redução da emigração, etc.

No entanto se a materialização se iam concretizando, a cultura mantinha-se agrilhoada a determinados grupos, o saber/saber e o saber/fazer mantinha-se restrito a um grupo de sabedores que numa primeira fase foram expulsos ou desapareceram mas fruto do domínio do saber regressaram ou voltaram a dominar os lugares de decisão. Estes “sábios” continuaram a desenvolver e a refinar a mentalidade claustrofóbica portuguesa, pois ao dominarem o poder e terem o poder de decisão continuaram a colocar os seus interesses em primeiro lugar e os interesses da maioria da sociedade ao seu serviço de forma a atingir a sua riqueza e o domino do poder.

Portugal apresenta um problema profundo que só pode ser superado se as novas gerações alcançarem o poder e com o seu grau de conhecimento e algum despreendimento da riqueza fácil consigam introduzir um conjunto de regras e normas que modifiquem a forma de governar e gerir ao pais, há geração anterior exige-se a criação de condições para a ascensão destas gerações e controlar os ímpetos de exercer o poder de forma autoritária.

Planear, prover os mais capazes, os melhores, perceber a universalidade de acesso aos bens e serviços de todos, os melhores são bons pelo que sabem pelo que ensinam pela riqueza que criam e devem ser apoiados e serem exemplos e permitir que todos tenham as mesmas oportunidades de aprender de desenvolverem-se e de participarem no desenvolvimento da comunidade.

Poderemos aspirar a ser um país desenvolvido e dos melhores do mundo, a sairmos desta crise quando de facto todos começarmos a exigir esta mudança, a votarmos para elegermos os melhores, a exigirmos de que os princípios sejam a nossa forma de modificarmos a sociedade para melhor ou então resta-nos a alternativa de emigramos.

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por tucanoanapolsoc às 17:45


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